sexta-feira, 17 de novembro de 2006

N. Zelândia Set. O6 - In paradisum

Lagartas brilhantes

Estamos no paraiso e estah um tempo espectacular!

Te Anau, q a nossa amiga Sandra definiu (acho q com razao) como "1 ovo de codorna", eh a principal localidade do Fjordland, ah beira do lago do mm nome. Meia duzia de ruas de casinhas de 1 soh piso, onde soh se ouvem os pissirinhos.

2.o os planos, vamos aqui ficar 2 dias, mas a tranquilidade eh tt, q a 1.a proposta q fiz ah Marylight, assim q nos instalahmos, foi a de ficarmos aqui o resto do tempo da nossa viagem, pedindo ah Sandra e ao Marcilio q viessem ter connosco (no panic, just kidding! :-).

Mas como nohs n estamos de ferias mas sim em viagem (como diz a outra), comecahmos logo a trabalhar - matriculahmo-nos numa excursao, lago acima, ahs Te Anau Glowworm Caves.

Destacando o auge da visita, foi assim: um barco a deslizar completamente ahs escuras numa gruta subterranea, enqto os visitantes, em silencio, apreciam os pontinhos brilhantes na rocha, outras tantas larvas de insectos q "desenvolvem electricidade", 1 fenomeno q, + 1 x, soh existe aqui na NZ, na Australia e na Tasmania.

Amanha as aventuras continuam e jah estao todas reservadas pelo Tony, nosso host. Mas isso serao outras historias. Don't miss the coming chapters!..
Sei iaa (transcricao fonetica de como aqui se pronuncia "see you", vejam os aa com acentos circunflexos)

Da vegetacao:

A exuberancia da vegetacao (onde se impoem fetos enormes e lindissimos, por isso mm simbolo nacional) eh deslumbrante

Bom, isto aplica-se sobretudo ah West Coast, a zona costeira q fizemos a partir de Greymouth, que eh uma zona de "rain forest" (floresta humida, penso q se diz em portugues), de tal maneira valorizada q eh patrimonio mundial

Qd obliquahmos para o interior, reencontrei os meus queridos nothofagus (designacao latina), q na Patagonia se chamavam lengas e aqui n sei q nome teem. Soh existem nestes 2 sitios e na Tasmania.

De Wanaka para sul a vegetacao "normalizou" - choupos, pinheiros, cedros, carvalhos, e isto para falar apenas das especies q eu sei reconhecer, q sao pcs, como eh sabido.
Hoje, no lago Te Anau, reencoontrahmos a rain forest. Q espectaculo!



Chegada - primeiras vistas do lago Te Anau


O South fjord, que sai do lago Te Anau. Mesmo com os reflexos no vidro do barco, dá para ver que é lindo

Te Anau, em maori, quer dizer "gruta com uma corrente de água agitada". A tradução foi que, em 1948, levou à descoberta das Glowworm caves.
Pela primeira vez numa coisa deste género eu, que não sou claustrófoba, senti algum... err... receio. A passagem não é muito larga e a corrente das quedas de água existentes é de uma violência incrível!

De qualquer forma, e como já me aconteceu noutras circunstâncias semelhantes anteriores, agradeci do fundo do coração aos operários que trabalharam para fazer o passadiço da parte pedestre do percurso.

Infelizmente não se pode filmar ou fotografar. Para dar uma ideia (os filminhos clandestinos que fiz com o telemóvel não ficaram publicáveis), digitalizei parte do folheto:

as correntes que se vêem penduradas na rocha são a única orientação para os guias conduzirem os barcos no escuro


À saída das grutas, em estado de graça


Passeio ao longo do lago Te Anau:



Takahe é uma ave em perigo de extinção, e de que os 300 e tal exemplares existentes se encontram na Nova Zelândia. Vimo-la no bird park de Te Anau mas, não tendo a foto, por razões óbvias, ficado muito explícita, achámos por bem fotografar a estátua que lhe é dedicada a meio da vila...



Com Quentin McKinnon, o "descobridor" de Milford Track, a caminhada mais linda do mundo, segundo a publicidade...


Eu, apanhada a gravar o som das ondas do lago Te Anau, qual praia das metáforas


Fullen de ases

O dia de hoje nao se descreve por palavras.

E muito menos pelas centenas de pateticas fotos q tiramos

Contar-vos-ei apenas q a maior parte da estrada q fizemos de Te Anau ate Milford Sound eh patrimonio mundial (la reencontramos a nossa amiga rain forest). Ja eh dizer alguma coisa


Dp, embarcamos num cruzeiro q nos levou de Milford Sound, fiorde fora (ja sabes o q eh 1 fiorde, U ignorant woman?!!!), ate ao mar da Tasmania, entre falesias graniticas nuas,. cortadas a pique, ou cobertas de denssissimas florestas de nothofagus. Nas margens, pinguins, elefantes marinhos. Gorgeous...


A meio da travessia, fizemos uma paragem no Underwater Observatory, q eu trazia debaixo de olho dd Lx. Imaginem um cilindro transparente mergulhado nas aguas do fiorde, permitindo observar toda a fauna marinha (coral, inclusiva/), no seu habitat natural. Preciso dizer mais?!


Tudo isto ja teria sido de um privilegio imenso, mas a nossa pretensao, hoje, foi como diz(ia) o outro: "I want it all, I want it all, and I want it now!". Entao, antes de regressarmos a Te Anau, fomos sobrevoar a zona, de helicoptero, com direito a aterrar na neve, la em cima, mm num dos picos. Onde se produziu o momento filosofico do dia, pela boca da mana, q perguntou pq tinhamos nos direito a estar ali e outros nao...

(D. Garssa, sofri tt... Mas valeu cada baque de coracao...)

No words!


Tudo isto com um guia contagiante, no seu entuisasmo pela natureza, tudo isto num dia de um azul cristalino, um dos 165 (ja vamos no 2.o!) q sobram dos 200 de chuva q Te Anau tem por ano. Alias, o guia deu-nos os parabens por termos escolhido esta epoca do ano (hearing that, senhora prevaricadora?!...): n ha multidoes e ainda temos destes dias de presente.

Te Anau Downs, a primeira paragem do passeio ao Milford Sound. Foi aqui que o Chris me perguntou, com ar malandro:"Ahn, aqui respira-se melhor que todo o dia fechado no escritório, não é?"...


Mirror Lake - quem conhece bem a minha companheira de viagem, que a imagine à solta, com uma máquina fotográfica, num sítio destes!... :



Marian Cascade


Os meus queridos nothofagus, revisitados - os tais que só existem na Patagónia, na Nova Zelândia e na Tasmânia. (Lá terei que por a Tasmânia na lista!...)


Mount Christina


Dizia o Chris que, se ele mandasse, todos os rios seriam da cor deste


Milford Sound (Piopiotahi, em maori)
O relevo dominante é o Mitre Peak (assim chamado por o seu cume se assemelhar à mitra de um bispo [?!], a mais alta falésia do fundo, 1692 metros de rocha caindo a pique sobre o mar


Quer em direcção a terra,
quer em direcção ao mar,
as perspectivas deixam entender como o fiorde é estreito e sinuoso. Daí que James Cook e os seus homens, na viagem inaugural, não tenham dado por ele


Vegetação, na parede da falésia:


Fairy Falls:


Especialmente para si, D. Vice


Entrada do Milford Sound no mar da Tasmânia


Do outro lado, em frente dos pinguins, estavam os elefantes marinhos (?lobos marinhos? No folheto do Observatório chamam-lhes... focas)


Stirling Falls


Encostado à falésia está o Milford Sound Deep Observatory, uma construção em vidro (com 12 cm de espessura) com esta forma,
mergulhada nas águas do fiorde


Janela(s) com vista(s), portanto:


Bowen Falls


Desta vez, voámos mesmo!


O Mitre Peak, visto do ar



O merengue...
...do nosso contentamento



Chris, o guia-maravilha
Trips 'n Tramps, highly recommended! Ask for Chris


Estava frio, em Te Anau..


A nossa casinha, em Te Anau,

e os nossos infatigáveis hosts, Denise & Tony

3 comentários:

Anónimo disse...

Eu aqui vivo a quatro anos e nunca consegui ver um único pinguim... essas sortudas passaram menos de um mês e conseguiram até fotografar... isso não é justo!!!
Me contento então com sua foto.
Thanks!!

Anónimo disse...

Parêntesis para as curiosidades:

***Nothofagus fusca***
Division Spermatophyta
Subivision Angiospermae
Class Magnoliopsida
Subclass Magnoliidae (Dicots)
Superorder Rosiflorae
Order *Fagales*
Family Fagaceae
Common names: *Red beech*

JoaoN disse...

Adoro aquele Manuska, que belo puzzle que dava!!